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Brises: elementos criativos e funcionais para fachadas

Funcionalidade é um quesito essencial em qualquer projeto de arquitetura, seja ele comercial ou residencial. Os brises cumprem muito bem esse papel, pois trazem inúmeras vantagens e, por isso, estão presentes em muitas edificações.

 

Aliás, com o clima cada vez mais extremo, esse item se faz essencial, pois cria ambientes internos agradáveis em termos de luz, sombra e ventilação.

 

O QUE SÃO BRISES

Brise é o nome mais conhecido no Brasil, mas é apenas uma abreviação de brise-soleil, palavra em francês que significa “quebra-sol”.

 

Em resumo, essa é a principal função desse elemento arquitetônico que pode ser visto em inúmeras edificações.

 

Trata-se de um item essencial para um projeto de arquitetura mais sustentável.

 

PARA QUE SERVEM

A principal função é fazer um controle da radiação solar na edificação, ou seja, barrar a luz do sol que incide diretamente sobre os ambientes internos. Os brises funcionam com lâminas, que podem ser fixas ou móveis, aplicadas na horizontal ou vertical. No entanto, para que sejam realmente eficientes, é necessário fazer cálculos minuciosos com cartas solares do local onde serão implementados.

 

PRINCIPAIS VANTAGENS

Utilizar brises nas fachadas das edificações pode trazer inúmeras vantagens para os usuários e até para o meio ambiente.

 

Como eles protegem a fachada contra a radiação solar, também funcionam como uma proteção térmica, bloqueando o aumento da temperatura no interior da construção.

 

Além disso, esse tipo de elemento aumenta a privacidade, pois impede que quem está fora consiga observar o que acontece dentro do edifício.

 

Consequentemente, os brises deixam os ambientes mais confortáveis, reduzem a necessidade de ar condicionado, ajudam a economizar energia elétrica e valorizam a estética da construção.

 

PRINCIPAIS DESVANTAGENS

Se compararmos com os benefícios, há poucas desvantagens em utilizar os brises nas fachadas de edificações.

 

Entre elas está o custo elevado. Além disso, a manutenção e limpeza devem ser frequentes. É mais difícil manter uma fachada com brise em perfeito estado, principalmente quando ele é fixo.

 

Portanto, é fundamental pesquisar sobre os diferentes tipos disponíveis, verificar o preço de cada um e descobrir qual oferece o melhor custo-benefício para o seu projeto.

 

TIPOS DE BRISES

Existem dois tipos de brises: os horizontais e os verticais, que podem ser fixos e móveis. O primeiro é mais utilizado em fachadas voltadas para o norte, que têm sol o dia todo. Já o segundo é indicado para as fachadas que ficam de frente para as faces leste e oeste, que recebem o sol da manhã e o da tarde, respectivamente.

 

Como o próprio nome já diz, os brises fixos são presos na fachada e são mais recomendados para projetos comerciais, pois evitam a movimentação das lâminas por muitos usuários.

 

Já os móveis têm o formato flexível, permitindo que a posição seja mudada de acordo com o movimento do sol ou a necessidade de privacidade. São mais recomendados para projetos residenciais.

 

MANUAIS OU AUTOMATIZADOS

Com a automatização dos brises, as aplicações se movimentam por meio de controles remotos ou interruptores, o que garante controle de luminosidade, conforto e redução de custos com refrigeração ou aquecimento.

 

No entanto, a automatização implica em custos com o serviço de instalação e o consumo de energia. Por outro lado, esses gastos podem ser absorvidos em curto prazo por conta da eliminação de outros, como o de ar condicionado.

 

MATERIAIS UTILIZADOS

Os brises ainda podem ser feitos de diferentes materiais, como concreto, madeira e alumínio. No entanto, é importante analisar as vantagens e desvantagens de cada um antes de utilizá-los em sua obra.

 

  • concreto: esse material era mais utilizado quando os brises começaram a aparecer nas fachadas das edificações no Brasil. Aliás, é muito comum em prédios públicos e escolas. Tem alta durabilidade e é mais fácil de limpar. Por outro lado, os benefícios térmicos são inferiores, se comparados aos dos outros materiais;
  • madeira: é possível fabricar brises com diversas qualidades de madeira, inclusive a de demolição, o que torna o projeto mais sustentável. Entre as vantagens desse tipo de material estão conforto térmico, sofisticação e beleza. No entanto, a manutenção exige um pouco mais de trabalho e precisa ser constante;
  • alumínio: é o material mais utilizado, até porque é produzido em escala industrial. É fácil de instalar, proporciona leveza e permite manutenção simples. Entretanto, o custo é muito mais elevado do que os de outros tipos.

 

AS BRISES E FACHADAS VENTILADAS

Fachadas ventiladas e brises são elementos complementares que oferecem inúmeros benefícios para os usuários.

 

Basicamente, fachadas ventiladas são sistemas em que as placas são fixadas por uma estrutura metálica, ocupando o lugar do tradicional reboco.

 

A flexibilidade arquitetônica é uma vantagem, por não haver qualquer limitação de altura ou tamanho nas placas que as formam.

 

Aliás, o sistema de fixação é mais simples que o  aderido, pois não necessita a aplicação de chapisco, rejunte, argamassa colante ou emboço.

 

Outra vantagem é que as fachadas ventiladas permitem a composição com outros elementos, como vidros e brises, que podem ser utilizados para ocultar máquinas de ar-condicionado ou simplesmente melhorar a ventilação.

 

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Fonte: http://designweekend.com.br/10-series-documentarios-para-quem-ama-design-e-arquitetura